arquitetar

"Procurar as orgânicas,os movimentos espontâneos,isto é, compreender a natureza para depois demarcar na geografia.A construção também tem que ser uma desconstrução.É necessário reflectir e inflectir.Procurar estar na essência da geometria.Resolver, encontrar o arco, ligar dois pontos, enfrentar um projeto e uma ideia, empreender uma lógica, um mundo."
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sábado, 22 de maio de 2021

Tunga, o alquimista da arte...


Alquimia é a ciência antiga e quase mística que combinava elementos da química, antropologia, astrologia, filosofia, metalurgia, matemática, misticismo e religião. É com esse mesmo sincretismo criativo que o pernambucano Tunga orienta sua arte. Tunga se autodeclara um velho leitor de textos sobre alquimia. “Obviamente não pretendo achar o ouro no meio de meu trabalho. A alquimia é apenas uma metáfora”, explicou em entrevista para a ISTOÉ em 2010.
Tunga, ou Antônio José de Barros de Carvalho e Mello Mourão, nasceu em 1952 na cidade de Palmeiras, interior de Pernambuco, mas vive atualmente no Rio de Janeiro. Formado em arquitetura pela Universidade Santa Úrsula, atualmente o artista é escultor, desenhista e ator de performance.




Seu trabalho, sempre inusitado, já foi exposto em grandes museus, como o Moma em Nova York e o Louvre em Paris. Após passear pelo mundo é que algumas de suas obras foram expostas pela primeira vez no Brasil, como a instalação À La Lumiere de Deux Mondes (A luz em dois mundos) que chegou ao Brasil apenas em 2010, cinco anos após desfilar na capital francesa.
Ferro, tecido, vidro e até moscas (sim, o inseto)… tudo serve de matéria prima para as criações de Tunga. O artista inova desde sua primeira exposição no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1974. Neste ano, Tunga exibiu aquarelas com pães velhos e pedaços de algodão. Seu trabalho é de difícil definição, apenas um olhar atento para a boa arte pode sentir o que faz o artista.




quinta-feira, 20 de maio de 2021

O Ateliê de Cerâmica / Gabriel Castro (MOBIO Arquitetura) + Luiza Soares, Arcadia, Belo Horizonte


O Ateliê de Cerâmica está localizado na região metropolitana de Belo Horizonte e se dedica a produção de objetos cerâmicos, entre produtos utilitários e peças decorativas. O espaço existe desde 2002 mas em 2014 realizou-se a primeira fase de um projeto de ampliação e reforma, com a concretização de uma segunda intervenção em 2017. O projeto de arquitetura foi elaborado pelo Arquiteto Gabriel Castro (MOBIO Arquitetura) juntamente com os ceramistas do espaço que também possuem formação em Arquitetura e design : Luiza Soares, Daniel Romeiro e Flávia Soares. O programa de necessidades da primeira fase do projeto inclui uma reorganização espacial geral reformulando fluxos de acesso e ocupação da área externa, a criação de um café, ampliação do espaço de loja e cozinha, além da construção de um anexo multiuso para atender atividades variadas. A edificação existente passou por diversas intervenções, como a abertura de uma porta ampla na fachada principal criando um acesso direto para a rua mais convidativo; as paredes de alvenaria das fachadas laterais foram deslocadas para ampliação da loja e da cozinha. Conectado a fachada posterior da edificação existente foi construído o anexo multiuso para atender as diversas atividades contempladas; montagens especiais para apoio à loja, exposições temporárias, pequenos eventos e aulas de yoga fora do horário comercial. O anexo foi construído em estrutura metálica com fechamentos em vidro e telha termoacústica com forro de madeira pinus. Foram usadas vedações transparentes para integrá-lo à vegetação circundante e portas de correr que permitem abertura completa para o jardim suspenso. O pergolado da área externa é um ponto central do conjunto, um agradável espaço ao ar livre com uma mesa coletiva sombreada pelo jardim suspenso. O paisagismo, considerado um dos pontos centrais do projeto, contempla, junto ao acervo de variadas espécies de orquídeas, tilânsias e folhagens, exemplares cultivados a mais de 20 anos. Além disso, ganham destaque plantas simples, em desuso e marginalizadas, como por exemplo a taioba (Xanthosoma sagittifolium), uma hortaliça pouco explorada comercialmente com folhagens robustas, o dinheiro-em-penca (Pilea nummulariifoliabrota) utilizado como forração para o talude que divide a edificação em dois níveis, e a trapoeraba-roxa (Tradescantia pallida purpurea) que brota entre os vãos de uma escada de cimento queimado, logo na entrada. Na varanda de telha cerâmica existente que fica adjacente ao jardim suspenso foi instalado um café para atender os clientes que podem experimentar as peças d’O ateliê em uso. Aos sábados essa experiência é ampliada com o acontecimento de um Brunch.
A segunda intervenção que aconteceu em 2017 focou no espaço de produção que fica na parte mais alta do lote. A cobertura antiga foi demolida e deu lugar a uma nova edificação de montagem rápida e tipologia industrial que ampliou os espaços e otimizou as dinâmicas de produção.Nessa porção do lote há um desnível de 55cm entre dois patamares em função do arrimo de contenção. Essa diferença foi mantida e tirou-se proveito a fim de setorizar as etapas de produção da cerâmica artesanal, realizada pelos próprios ceramistas. No patamar superior foram distribuídas a área de modelagem à mão, esmaltação, pias e armários; enquanto no patamar inferior foram organizados os fornos para as etapas de queima da cerâmica com sistema de exaustão do ar quente, área dedicada a acabamento das peças e espaço para modelagem com torno. Os vestiários originais adjacentes a nova edificação assim como os abrigos dos habitantes felinos foram mantidos, com a criação de um lavabo aberto na transição entre eles.














terça-feira, 18 de maio de 2021

Carmela Gross - Arte e Cidade





Maria do Carmo da Costa Gross (São Paulo, São Paulo, 1946). Artista visual. As primeiras obras de Carmela Gross nos anos 1960 são realizadas enquanto estuda artes plásticas na Faculdade Armando Álvares Penteado (Faap), em São Paulo, no curso de Formação de Professores de Desenho. A partir de 1972, é vinculada à área de Poesias Visuais no Departamento de Artes Plásticas da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), onde leciona na graduação e na pós-graduação.
Em 1981, conclui o mestrado em Artes na ECA e, em 1987, o doutorado, ambos sob orientação do crítico de arte e curador Walter Zanini (1925-2013). Essas pesquisas acadêmicas, Projeto para a Construção de um Céu e Pintura-Desenho, tornam-se obras e são expostas respectivamente na Bienal de São Paulo, em 1981, e no Museu de Arte Contemporânea (MAC), em 1987. Em 1991, a artista recebe bolsa de estudos e passa quatro meses no The European Ceramics Workcentre, em Hertogenbosch, Holanda. O resultado da residência artística é apresentado na exposição Facas, inaugurada em 1994 Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro, e no Museu de Arte Moderna (MAM), em 1995, em São Paulo. Em 2000, o livro Carmela Gross, com entrevistas e panorama de sua trajetória artística é publicado pela editora Cosac & Naify.
Participa de sete edições da Bienal de São Paulo (1967, 1969, 1981, 1983, 1989, 1998 e 2002); três edições do evento Arte Cidade (1994, 1997, 2002); 2a Bienal Nacional de Artes Plásticas (1968), em Salvador; 2a Bienal de Arte Contemporânea de Moscou (2007); e da 5a Bienal do Mercosul (2015), em Porto Alegre. Apresenta suas obras no Itaú Cultural, no Centro Universitário Maria Antônia, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, entre outras instituições no Brasil e no exterior. Produz obras públicas para as cidades de Porto Alegre (Rio Grande do Sul), Laguna (Santa Catarina) e Paris (França). Seus trabalhos fazem parte de coleções, como a do Museu de Arte Moderna de São Paulo, Museu de Arte Contemporânea da USP, Pinacoteca do Estado de São Paulo, Museu de Arte de Brasília, Museu de Arte do Paraná, Fundação Padre Anchieta, Itaú Cultural e Biblioteca Luis Angel Arango de Bogotá.

terça-feira, 6 de abril de 2021

A arte de Amilcar de Castro







Amilcar Augusto Pereira de Castro (Paraisópolis, Minas Gerais,1920 – Belo Horizonte, Minas Gerais, 2002). Escultor, gravador, desenhista, diagramador, cenógrafo, professor. Muda-se com a família para Belo Horizonte em 1935, e estuda na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), de 1941 a 1945. A partir de 1944, frequenta curso livre de desenho e pintura com Guignard (1896 – 1962), na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte, e estuda escultura figurativa com Franz Weissmann (1911 – 2005). No fim da década de 1940, assume alguns cargos públicos, que logo abandona, assim como a carreira de advogado. Paralelamente, em seus trabalhos, dá-se a passagem do desenho para a tridimensionalidade. Em 1952, muda-se para o Rio de Janeiro e trabalha como diagramador em diversos periódicos, destacando-se a reforma gráfica que realizou no Jornal do Brasil. Depois de entrar em contato com a obra do suíço Max Bill (1908 – 1994), realiza sua primeira escultura construtiva, exposta na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1953. Participa de exposições do grupo concretista, no Rio de Janeiro e em São Paulo, em 1956, e assina o Manifesto Neoconcreto em 1959. No ano seguinte, participa em Zurique da Mostra Internacional de Arte Concreta, organizada por Max Bill. Em 1968, vai para os Estados Unidos, conjugando bolsa de estudo da Guggenheim Memorial Foundation com o prêmio de viagem ao exterior obtido na edição de 1967 do Salão Nacional de Arte Moderna (SNAM). De volta ao Brasil, em 1971, fixa residência em Belo Horizonte. Torna-se professor de composição e escultura da Escola Guignard, na qual trabalha até 1977, inclusive como diretor. Leciona na Faculdade de Belas Artes da UFMG, entre as décadas de 1970 e 1980. Em 1990, aposenta-se da docência e passa a dedicar-se com exclusividade à atividade artística.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Em Exposição: Carlos Mota

Mostra Found And Findings no C.C. Palácio do Egipto - Oeiras / Portugal.
Com curadoria de Avaro Lobato de Faria. A mostra comemora os 30 anos de carreira do artista Carlos Mota. O abstracionismo  de Carlos Mota é uma provocação ao imaginario. Uma pintura de emoção intensa e espontaneidade. A imagem é só uma questão de sentir , e se revela atraves da quebra dos seus limites em uma viajem sem fronteiras. Carlos Mota nos permite enveredar sobre um mundo abstrato,onde as experiencias ficam a critério do observador. A mostra acontece a partir do dia 14 de setembro 2017, as 18:30 horas.




terça-feira, 8 de agosto de 2017

Exposição revela a essência dos trabalhos do arquiteto Kengo Kuma

A exposição Kengo Kuma - Eterno Efêmero traz a essência do trabalho de um dos arquitetos mais inventivos do Japão. Responsável pela reforma do prédio que abriga a JAPAN HOUSE São Paulo, na Avenida Paulista, Kuma assina outros inúmeros e projetos pelo mundo, já concluídos ou em andamento, como o Estádio Olímpico de Tóquio para 2020.
A essência do trabalho de Kengo Kuma está na utilização da tradição construtiva japonesa e de técnicas artesanais como base para criar desenhos contemporâneos e inovadores, atrelados ao constante uso do espaço, da luz natural, de elementos orgânicos e valores como o respeito aos materiais e a forma como são utilizados. O resultado são projetos com forte personalidade, que vêm conquistando admiradores em todo o mundo. Kuma acredita na importância de não deixar que a arquitetura se imponha sobre a natureza ou ao meio a sua volta, mas que se integre a eles, sem ofuscar.
No Japão, edificar está diretamente relacionado ao Ma – palavra japonesa que pode significar "intervalo", "espaço", "tempo" ou "distância entre duas partes estruturais". É a criação de espaços vazios, de lugares propícios para que algo potencial aconteça. Oriundo do país onde os terremotos são eventos corriqueiros, o conceito de eterno não está na manutenção dos materiais ou do edifício em si, mas na técnica utilizada para a construção que, com o tempo, pode sofrer desgastes. Por isso é tão importante preservar a técnica e a memória, o que Kengo Kuma faz em seu trabalho ao incorporar o bambu, o washi(papel japonês) e a técnica sukyia de construção em madeira, sempre privilegiando o orgânico frente ao sintético.
A exposição ocupará o andar térreo da JAPAN HOUSE São Paulo até o dia 11 de setembro. Entre os trabalhos apresentados, estarão três construções do arquiteto – Fuan, Tsumiki e Cobogó Pavilion. O Fuan é uma casa de chá feita a partir de um enorme balão flutuante, coberto por um tecido extremamente leve que pesa apenas 11g por metro quadrado e que, de acordo com a lenda japonesa, está presente na túnica celestial de um anjo. Este projeto é a perfeita expressão da ‘não construção’, da arquitetura temporária, que permite o deslocamento pelo vento e ser levado para onde quiser.





O Tsumiki é um conjunto de peças de madeira que se encaixam como um brinquedo de montar. Projetados principalmente para crianças, são feitos em cedro de 7mm de espessura e com design capaz de criar diferentes arquiteturas, possibilitando a construção de formas flexíveis. Durante todo o período da mostra, haverá tsumikis menores para brincar no Jardim Japonês, no térreo da casa. Já o Cobogó Pavilion é uma escultura permanente inspirada no cobogó brasileiro, elemento construtivo vazado criado no Recife nos anos 30 e batizado com a junção da primeira sílaba dos sobrenomes de seus criadores, os engenheiros Amadeu Oliveira Coimbra, Ernesto August Boeckmann e Antônio de Góis. A obra ficará exposta no Sotodoma e, ao final da exposição, será transferida para uma praça no Jardim Europa, na cidade de São Paulo.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Carlos Mota - Great Finds 2014

O Anatomia, como plataforma de divulgação do melhor da arquitetura, arte e design, abre espaço na sua nova temporada com a presença da obra marcante do arquiteto e artista plastico português, Carlos Motta. Sua pintura vai além da compreensão ou interpretação do nosso olhar. A visão distorcida do abstrato, a vibração das cores, o movimento... Essa intuição dos sentimentos impregnados na sua pintura, numa provocação constante. Nesta série, Great Finds de 2014, Carlos nos mostra esta provocação numa reação quase aflitiva da imagem diluída em um sentimento de dor e devolvendo ás nossas emoções, uma vida idealizada, imaginada, e refletida...

Nota do Artista: " Realizei um trabalho de investigação sobre os pigmentos da região de Ouro Preto, junto ao professor Eng. Maurício de Barros, na qual conseguimos identificar a verdadeira paleta de cores que existem por lá, o azul e o verde água e diferentes tons de ocre e gris, o vermelho, não sendo pertencente á paleta de cores dos pigmentos pelo fato de que Ouro Preto tem muita paixão e sofrimento ao longo dos tempos. Todas as minhas obras foram produzidas em Ouro Preto, conciliando técnica pessoal e pigmentos da região, a linha condutora foi o céu magnífico com suas formas e cores únicas e as calçadas das cidades, por serem significativamente históricas, já que passaram ao longo do tempo, escravos, intelectuais, Reis, artistas... Fazendo da cidade de Ouro Preto,  uma cidade Patrimônio Mundial da UNESCO. Foi neste contexto que nasceu a série  "GREAT  FINDS", fui encontrado e achado por Ouro Preto."










segunda-feira, 20 de julho de 2015

Galeria Adriana Varejão / Tacoa - Inhotim Minas Gerais

Inaugurada em Março de 2008 , projeto do arquiteto paulista Rodrigo Cerviño Lopes, premio Rino Levi ex Aequo 2008, do Instituto dos Arquitetos do Brasil (São Paulo) , Arquitetura Brutalista, de fachada cega que balança sobre um grande espelho dágua que reflete a belíssima paisagem local. A Galeria foi construída para abrigar as obras da artista, que também participou da concepção do projeto arquitetônico.A galeria foi planejada para receber especialmente as obras "Celacanto Provoca Maremoto (2004 - 2008), Linda do Rosário (2004), O Colecionador (2008), Panaceia Phantastica (2003 - 2008) e Passarinhos - de Inhotim a Demini (2003-2008). A Galeria possui um percurso único que após passar pelo térrio e pelo primeiro pavimento se chega a cobertura, uma grande praça elevada, que através de uma passarela se acessa uma das áreas de expansão do museu, um jardim feito de plantas de resgaste.