arquitetar

"Procurar as orgânicas,os movimentos espontâneos,isto é, compreender a natureza para depois demarcar na geografia.A construção também tem que ser uma desconstrução.É necessário reflectir e inflectir.Procurar estar na essência da geometria.Resolver, encontrar o arco, ligar dois pontos, enfrentar um projeto e uma ideia, empreender uma lógica, um mundo."
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segunda-feira, 14 de junho de 2021

Steve McCurry, Animals


Steve McCurry nasceu na Filadélfia, Estados Unidos, em 24 de fevereiro de 1950. Graduou-se, no início dos anos 70, em Artes e Arquitetura, pela Universidade do Estado da Pensilvânia. Logo cedo começou a trabalhar como fotógrafo em um pequeno jornal da região. Pouco depois da formatura, viajou para a Índia, onde aprimorou suas técnicas. Lá, ele aprendeu a observar e esperar o melhor ângulo. Segundo ele, “se você esperar, as pessoas vão esquecer a sua câmara e a alma do fotografado transparece.”


 Do arquivo fotográfico do célebre fotógrafo Steve McCurry, nasceu Animals, o fotolivro que retrata a intrincada relação entre humanos e animais em redor do globo. Na selecção de imagens, que a Tachen classifica de"caleidoscópica", figuram animais na companhia dos seus donos e tratadores, mas também criaturas abandonadas ou isoladas, em contexto urbano ou selvagem.
"Através da lente de Steve McCurry, descobrimos gratidão pela beleza e dignidade silenciosa de cada criatura", refere, em comunicado ao P3 a editora alemã. "Um belo travelogue e um tocante tributo a todos os bichos que partilham connosco o planeta."
A carreira do fotógrafo é marcada pela presença nos mais diversos cenários e acontecimentos históricos; não é, por isso, de estranhar a presença de imagens de camelos apanhados de surpresa por um tiroteio, em plena guerra do Golfo, ou de insólitas corridas de cavalos em terraços de arranha-céus de Hong Kong. Há uma narrativa implícita em todas elas, emoção transmitida pela natureza do laço que partilham homens e animais. Cães que dormem na rua na companhia dos donos sem-abrigo, mascotes de luxo, elefantes que são meio de transporte em longas travessias, rebanhos que pastam em cenários idílicos. A diversidade é enorme.




sábado, 29 de maio de 2021

FOTÓGRAFO REGISTRA AS OBRAS INACABADAS DE NIEMEYER NO LÍBANO



As formas arredondadas, as curvas e o ar moderno de Oscar Niemeyer cruzaram o oceano e chegaram até o Oriente Médio. Em 1962, o arquiteto desembarcava no norte do Líbano, mais precisamente em Trípoli, a segunda maior cidade do país. Após estudos e projetos, ali ficariam suas obras, em um complexo onde ocorreria a Feira Internacional Rashid Karami.
As obras não foram concluídas e ainda hoje persistem, com marcas das guerras, dos conflitos, do tempo e da tentativa de levar modernidade ao país, entre as décadas de 60 e 70.


As imagens destas obras inacabadas foram registradas pelo fotógrafo libanês Anthony Saroufim, que se destaca por trabalhos que relacionam a arquitetura e a fotografia. Com traços que se assemelham a Brasília ou às construções do Parque do Ibirapuera em São Paulo, os trabalhos do arquiteto em Trípoli, hoje em ruínas, ainda guardam um simbolismo de qual era o objetivo com o convite do arquiteto brasileiro, que havia acabado de construir Brasília, e que era o representante do modernismo e da possibilidade de progresso a partir da arquitetura.



DE ESPAÇO PARA FEIRA À BASE MILITAR

Em um espaço de 10 mil metros quadrados, os trabalhos do brasileiro não foram finalizados devido à eclosão da guerra civil em 1975. O espaço então passou de centro de exposições a uma base militar, que foi utilizada por diferentes milícias, e serviu inclusive para depósito de armas do Exército da Síria durante os conflitos. 



O início do projeto mostrava números grandiosos para aquele espaço, que ocuparia no total uma área de um milhão de metros quadrados, com 15 obras, além de jardins e boulevards.
Niemeyer tinha objetivos um pouco diferentes para o que se desenhou posteriormente na cidade portuária de Trípoli. Ele projetava o espaço mais próximo ao Mar Mediterrâneo, o que não foi concretizado. Hoje, inclusive, são apontadas falhas no projeto.

POR QUE NIEMEYER?

O arquiteto representava o modernismo, o técnico unido à beleza das formas e às características da natureza. Para um país que vinha de um período, em anos anteriores, de investimentos estrangeiros e crescimento econômico, os trabalhos de Niemeyer eram a ideia de progresso e futuro. A cidade de Trípoli estava começando a se desenvolvida, para além da capital do país.


A própria posição política de Niemeyer e o contexto histórico do período no Líbano influenciaram o convite. Oscar Niemeyer aceitou, mesmo em meio a outros projetos que desenvolvia na época.

O PRESENTE E FUTURO DAS OBRAS INACABADAS DE NIEMEYER

O espaço, “parado no tempo”, está fechado ao público. Há divergências entre os moradores da cidade quanto à reconstrução ou não na região, o que muitos consideram um “elefante branco” – vale saber que Niemeyer não é conhecido por todos de lá. Em meio às obras deterioradas e marcas dos conflitos que ali aconteceram, ainda restam esperanças, apesar de incertas, de uma revitalização do local.




A instabilidade política no país, vizinho a Síria, é um dos principais motivos. Já houve diferentes tentativas de revitalização que, apesar de tudo, recebe cuidados principalmente em seus jardins. Uma delas foi de uma empresa norte-americana, da Califórnia, que propunha um parque temático. Outro exemplo aconteceu há pouco mais de dez anos, quando a ONG Fundo Mundial de Monumentos considerou a Feira Intercional Rashid Karami como uma das cem esculturas mais ameaçadas do mundo.

Projetos de revitalização, na época, foram bastante divulgados para a região, mas nada foi concretizado. A situação política local foi o principal motivo.


Sempre esperamos a preservação ou revitalização de uma obra arquitetônica. Mas neste caso, a esperança passa a ser maior. Não apenas por ser o trabalho do arquiteto brasileiro, mas pelo simbolismo do progresso e futuro de uma região que enfrenta conflitos há anos. Espera-se que as obras retomem o objetivo inicial, e em tempos novos, e que estes sejam de paz.





Imagens: Anthony Saroufim. Referências: Archdaily, Folha de São Paulo, O Globo, Casa Claudia

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Fotografia de Caio Reisewitz ...

A nova exposição em Nova York do fotógrafo Caio Reisewitz apresenta um pouco de sua paixão pelas paisagens surreais do Brasil...






sábado, 1 de fevereiro de 2014

Fotógrafo alemão registra a Terra enquanto pilota um avião...

Quando era criança, o pequeno Klaus Leidorf não largava a câmera fotográfica. O tempo passou e a paixão continuou, mas agora ele leva o hobbie para outro nível: literalmente. O fotógrafo se especializou em registrar o mundo visto das alturas. Suas imagens são cheias de pequenas árvores, diminutas casas e minúsculas estradas. Para isso, ele próprio pilota um avião do modelo Cesna 172 enquanto clica. Como se não bastasse registrar o mundo de um ângulo inusitado, Leidorf vai além. Seus trabalhos apresentam uma bela simetria e precisão que quase nos fazem desacreditar que possam ter sido feitos com uma câmera fotográfica. Os elementos tão comuns do cotidiano se transformam em pontos, linhas e formas que montam belas estampas geométricas. O alemão transforma árvores em bolinhas de uma padronagem, os diferentes tons de uma plantação em listrados elaborados , placas de energia solar em infinitos losangos alinhados e barracas de acampamento em uma bela desordem de cores.

As fotos aéreas geométricas de Leidorf são, em sua maioria, registradas na Bavária, no sul da Alemanha, onde ele já passou quase 8 mil horas voando. Sensacional!!!
 











terça-feira, 15 de outubro de 2013

Ensaio: Poesia do acaso... Anatomia Arquitetônica - Marlem Vilela









 


 
 
 
Fotos: Marlem Vilela 
stúdio anatomia arquitetônica