arquitetar

"Procurar as orgânicas,os movimentos espontâneos,isto é, compreender a natureza para depois demarcar na geografia.A construção também tem que ser uma desconstrução.É necessário reflectir e inflectir.Procurar estar na essência da geometria.Resolver, encontrar o arco, ligar dois pontos, enfrentar um projeto e uma ideia, empreender uma lógica, um mundo."

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Arquitetura de Terra Crua , uma solução para o futuro

O uso da terra crua como matéria prima para construções remonta a mais de 10 000 anos, sendo a África e o Médio Oriente as regiões onde foram encontrados os registros mais remotos do domínio das técnicas de Arquitetura de terra.
Projeto: Anna Heringer / Taipa de Pilão

Um sistema milenar, a variedade e a aplicação dos materiais e técnicas construtivas em terra crua são numerosas. Nos dias atuais, esse tipo de arquitetura chega com força como solução para minimizar os impactos ambientais


Tais técnicas, transpostas para um contexto contemporâneo, podem proporcionar, além de ambientes construídos diferenciados, uma mudança no modo de construção latente no momento, visando, além do próprio espaço construído, edificações que zelem pela sustentabilidade, reduzindo a emissão de carbono no seu processo de produção e proporcionando o resgate de uma tradição cultural.

Fonte: DETHIER, Jean. Arquitetura de Terra, ou o futuro de uma tradição milenar. Paris: Editions du Centre George Pompidou, 1986.

Paredes Vivas - Vertical Gardens


Uma tecnologia que permite que jardins sejam construídos em paredes, com irrigação e adubação automática e a possibilidade de reunir diversas plantas até mesmo dentro de apartamentos pequenos, promete ser a solução para a falta de verde nas grandes cidades. Tendência já forte na Europa, os jardins verticais são cada vez mais usados em empresas e residências de São Paulo para deixar ambientes mais agradáveis - sem a necessidade de uma área com terra ou de tempo disponível.


As"Paredes vivas" tornou-se rapidamente uma forma de arte para muitas pessoas, e um dos artistas pioneiros do jardim vertical é Patrick Blanc, Botânico frances. Ele observou como as plantas foram capazes de crescer na vertical, sem a necessidade de solo no estado selvagem, e logo desenvolveu uma maneira de criar arte nas paredes com vegetação e que precisava de pouca manutenção. Uma vez que estas paredes vivas só pesavam aproximadamente 30 kg ou menos, por metro quadrado, ele percebeu que quase qualquer tipo de parede seria capaz de suportar o peso de um jardim vertical. Há muitos exemplos surpreendentes de jardins verticais em todo o mundo. Aqui está uma lista de algumas das paredes mais criativas e bonitas que existem no mundo.
Os jardins verticais podem ser cultivados em praticamente qualquer tipo de parede, com ou sem o uso do solo, e podem ser colocadas em paredes exteriores e interiores. Enquanto não há escassez de água para a parede viva, nenhum solo é necessário. Essas incríveis quintas aéreas são capazes de literalmente dar vida a um edifício velho e degradado no meio da cidade e estão a tornar-se cada vez mais populares no interior de edifícios de escritórios, casas e lojas por causa de sua beleza e propriedades de purificação natural do ar.




sexta-feira, 10 de junho de 2011

Fundação Iberê Camargo - Arquitetura Alvaro Siza - Porto Alegre / RS

"A arte, para mim, foi sempre uma obsessão. Nunca toquei a vida com a ponta dos dedos. Tudo o que fiz, fiz sempre com paixão"
Iberê Camargo


Inalgurado em 2008, junto ao rio Guaíba na cidade de Porto Alegre o edifício da Fundação Iberê Camargo. É sem dúvida uma verdadeira obra de arte da arquitetura contemporânea. O projeto tem como autoria o arquiteto português Alvaro Ciza. O museu é marcado por um grande volume vertical a que responde aos espaços de exposições em três níveis, onde são interligados por passarelas suspensas que cortam a fachada principal e que a cada nível a surpresa revelada atravéz de pequenas aberturas avista-se a paisagem urbana e faz o elo com o interior do edifício. Este é o primeiro projeto do arquiteto em terras brasileiras. Tendo sido premiado com o Leão de Ouro na Bienal de Arquitetura de Veneza em 2002. Arquitetada com tecnologia de ponta, a nova sede é o primeiro prédio cultural do Brasil construído dentro de todas as normas internacionais de segurança e atendimento. Considerado por profissionais da área um marco internacional em arquitetura e soluções em engenharia, a obra já recebeu a visita de milhares de pessoas, entre estudantes, estudiosos de arte e arquitetura, críticos e curiosos pelo projeto.







O que chama a atenção na obra é o edifício principal do museu. A estrutura de fechamento foi toda construída em concreto branco armado. Concreto cinza convencional, apenas nos elementos não-aparentes. As paredes maciças dos lados sul e oeste são retas e quase ortogonais. A outra parede tem um formato ondulado, e dela saem três rampas, também executadas em concreto branco armado, que interligam três pavimentos internos do prédio. Esses pisos, que abrigarão um total de nove salas de exposição, são construídos em formato de L, de maneira a formar, na parte interna do edifício, um átrio com a altura da própria estrutura.



















quarta-feira, 8 de junho de 2011

Gallery Contemporary Spaces

Isay Weinfeld - Casa Piracicaba / São Paulo


Campo Baeza / Casa Moliner -Zaragoza - Espanha



Márcio Kogan / Casa Salvador BA - Brasil



P&R Arquitetos- Casa PR / Quinta da Gramela - Pombal / Portugal


Sancho-Madridejos Arquitecture Office / Valleaceron Chapel /Almadém,Ciudad Real-Espanha





Aires Mateus/ Santo Tirso- Call Center /Portugal


Mari Castelo / Vivenda en Formentera - Espanha

domingo, 5 de junho de 2011

Gerrit Rietveldt



Schröder Schräder-House, Utrecht

Gerrit Thomas Rietveld (Utrecht, 24 de junho de 1888 — Utrecht, 26 de junho de 1964) foi um arquiteto e designer de produto neerlandês.
Ainda estudante, Rietveld trabalhava com marcenaria e produção de mobiliário. Em 1917, influenciado pelo Neoplasticismo, desenha a Cadeira Vermelha e Azul. Ele próprio, a partir de 1919, quando recebe o diploma, passa a ser um membro importante do movimento, contribuindo para a revista De Stijl.
Em 1924 projetou a Residência Schröder, localizada em sua cidade natal - um marco da arquitetura moderna e representação perfeita das idéias e conceitos defendidos por De Stijl.
Rietveld rompeu com o grupo neoplástico em 1928 e aderiu ao movimento Nova Objetividade (Nieuwe Zakelijkheid). No mesmo ano tornou-se membro dos CIAM.
Também é autor da famosa cadeira zig-zag, composta por apenas 4 placas de madeira, projetada em 1932. Outras obras importantes de Rietveld são as "Row-Houses", também em Utrecht (1931-1934), o pavilhão holandês na Bienal de Veneza (1954), o pavilhão da escultura no Museu Kröller-Müller, em Otterloo, província de Güéldria, e o Museu Van Gogh em Amsterdam (1955).


Cadeira ZIG ZAG

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Banheiro ; História e Curiosidades



Os Banheiros no interior de casas começaram a surgir a três mil anos antes de Cristo. Escavações arqueológicas mostraram vestígios dessas construções em cidades localizadas no oeste da atual Índia. Foi no Egito, em torno de 2100 a.C., que surgiram as primeiras latrinas usadas por pessoas sentadas, criando um padrão empregado até hoje. Cerca de mil anos depois, habitantes da ilha de Bahrein, no Golfo Pérsico, inventaram um mecanismo pioneiro de descarga hidráulica
No Ocidente, porém, a história do banheiro teve uma evolução bem diferente. Na Grécia do século 5 a.C., por exemplo, as residências não contavam com toaletes e os gregos preferiam mesmo era se aliviar ao ar livre. Isso ainda ocorria na Roma do início da era cristã, quando também era comum o uso de penicos. Mas, se não gostavam de banheiros privados, os romanos adoravam fazer suas necessidades em público, em construções comunitárias anexas a termas. A expansão do Império Romano levou esse conceito do banheiro público a outras partes do mundo antigo. Mas, quando a grande potência se enfraqueceu, a partir do século 5, esse tipo de construção caiu em desuso. Dentro das residências, os banheiros só começariam a se popularizar na Europa em 1668, quando o Comissariado de Polícia de Paris, na França, emitiu um decreto determinando que todas as casas construídas na cidade a partir dali deveriam ter esse importante cômodo. Com muito design,sofisticação e tecnologia,o banheiro (antes ambiente menos favorecido na ambientação das residências) saiu de seu discreto (porta fechada, sempre!) espaço num corredor interno ou num canto da suíte do casal para ganhar lugar de destaque nas casas e apartamentos.



fonte: Livro - Banheiro e sua evolução

Casa Freijó - Arquitetura Marlem Vilela Daniel Boaventura - Jun. 2011



"A Arquitectura é uma das artes do desenho. Mas é única através das suas condicionantes, da sua funcionalidade, do seu propósito. Não é só forma como também não é só função. Será certamente difícil para todos nós encontrar-lhe uma definição (talvez por isso muitos de nós não saibamos ao certo aquilo que fazemos). No entanto a Arquitectura é visível, é palpável, tem odor e existe no tempo. Ela existe e não é apenas através da forma. É tudo aquilo que não se vê mas que se sente.
Será isso provavelmente aquilo que nos custa a entender".

João Pereira de Sousa