arquitetar

"Procurar as orgânicas,os movimentos espontâneos,isto é, compreender a natureza para depois demarcar na geografia.A construção também tem que ser uma desconstrução.É necessário reflectir e inflectir.Procurar estar na essência da geometria.Resolver, encontrar o arco, ligar dois pontos, enfrentar um projeto e uma ideia, empreender uma lógica, um mundo."

terça-feira, 23 de março de 2021

Casa D - MK27











 Em meados dos anos 2000, as principais investigações do studio mk27 se centravam na composição espacial de caixas com janelas em fita e no desenho da fachada a partir da profundidade das aberturas em relação ao plano externo.

Explorando a tipologia habitacional da townhouse (casas urbanas verticalizadas, geralmente, com térreo e três outros andares), o projeto da Casa D desaparece com essa espessura visível da parede no exterior. Repetições meticulosas sobre o tema de caixas prismáticas ganham então outros contornos: aberturas – como janelas e portas – dão lugar na fachada a planos puros de um mesmo material (nas faces leste e oeste, a madeira; nas demais orientações, concreto).

O desenho volumétrico se torna um raciocínio arquitetônico baseado em planos a definir uma radical pureza formal para o exterior. Brises ocupam toda a fachada, de cima embaixo, e podem ser totalmente abertos, enquanto os caixilho e aberturas estão escamoteados por baixo dessa pele de madeira.

Ao passar pelo portão frontal de aço corten da rua, chega-se a um jardim arquitetônico que funciona como um espaço de recepção: um pátio com piso de mármore e uma pitangueira. A transição espacial até a sala se completa por uma varanda definida por um balanço de 2,5m do volume superior. A entrada da casa é sempre feita através de duas grandes portas ‘piso-teto’ de vidro. Esses caixilhos deslizantes se embutem totalmente na parede para assim diluir divisões entre interior e exterior.

Gabriel Kogan

segunda-feira, 22 de março de 2021

Brutalismo


Tendência, estilo e movimento são algumas das categorizações mais recorrentes utilizadas nas tentativas de definir o conceito do brutalismo, termo utilizado para delinear um recorte de produções arquitetônicas situadas entre as décadas de 1950 e 1970 que guardam algumas semelhanças entre si, sobretudo no uso aparente dos materiais construtivos. Estabelecer uma definição precisa para o brutalismo, no entanto, mostra-se uma tarefa árdua, ainda que sobretudo o termo tenha atingido grande alcance e, com isso, muitas tentativas de conceituação. Ao longo do tempo, o brutalismo também sofreu derivações do seu significado, aparecendo, por exemplo, em tentativas de qualificar edifícios - e até mesmo objetos - concebidos em outros recortes temporais. Entendido de forma vaga, aplicado a partir de uma aproximação plástica superficial, se distancia daquele utilizado para definir o que pode ser considerado como um desdobramento da arquitetura moderna.
As interpretações, sejam elas nas obras arquitetônicas ou nas tentativas de conceituação do termo, invariavelmente levaram a uma variedade de significados do que é o brutalismo. Essas definições, leituras e releituras não são únicas ou limitadas, e devem ser entendidas como parte de uma rede mais ampla de relações abertas à interpretação.

Neste edifício, de Arquitetura Brutalista, recebe o Centro Cultural do Serviço Social de Comércio, e foi projetado sobre o terreno de uma antiga fábrica de barris de petróleo. A arquiteta Lina Bo Bardi projetou dois edifícios de concreto unidos por passarelas aéreas que se ligam à edificação de tijolos da fábrica. Esse espaço mistura esporte, ócio e cultura, um grande marco na cidade utilizado constantemente pelos moradores do bairro da Pompéia, São Paulo. dentre outros arquitetos brasileiros podemos destacar tambem: Paulo mendes da Rocha, João Vilanova Artigas, Carlos Cascaldi, Afonso Eduardo Reidy, dentre outros... 


quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Design da Natureza por Marlem Vilela




O arquiteto Marlem Vilela  nos mostra seu lado "Artesão", interessado em experimentar todos os processos, em desvendar todos os segredos do ofício da marcenaria, e o arquiteto, é capaz de infundir um sentido poético no que poderia ser um simples virtuosismo exercício"técnico".



"Trabalhar com a madeira é dar forma á vida; é transformar matéria bruta em poesia.
Tenho uma necessidade visceral de estar com as maquinas. É lá que o meu processo criativo se desenrola o tempo todo, nestes momentos entre o desenho e o objeto." diz o arquiteto.






Bool Pixes - Madeira Jacarandá



Petisqueira Canoa - Madeira Itaúba - (Madeira de reuso)










quarta-feira, 6 de junho de 2018

Casa do Artista | Felipe Morozini São Paulo

              Ele é formado em direito – trabalhou na área por um tempo, mas seguiu por outros rumos. Decidiu, então, clicar o cotidiano, criar cenários, viajar por aí e transformar peças sem vida em móveis que de tanta personalidade só faltam falar. Felipe Morozini prefere fugir dos rótulos, é apaixonado por cores, ama macacos e sonha em ter um programa de rádio todas as manhãs (desde que seja logo depois de acordar. “Gosto da minha voz só nesse período do dia”, brinca.) Ele acumula as funções de fotógrafo, ex-advogado, designer, bom de papo e futuro locutor. Fica difícil encontrar uma definição com menos de uma linha para um profissional com tantas habilidades.
O paulistano pensativo trocou as leis pela liberdade de criar. A realidade pela imaginação. E como gosta de imaginar… Felipe consegue ver formas, cores e movimentos nas coisas mais simples da vida. É aquele profissional que tem atitudes inimagináveis, como pintar a cidade de São Paulo com canetinha, desenhar flores em um viaduto cinzento e espalhar recados que levam à reflexão em meio aos caos de uma metrópole. Mas uma de suas maiores façanhas foi levar tudo isso para dentro de casa. Em seu lar-doce-lar, localizado no centro da capital paulista, ele conseguiu misturar cores, luzes, diferentes épocas e a essência da cidade que não para. A atmosfera lúdica toma conta e apenas chega ao fim na placa de “Pare” colocada na varanda. Dali para baixo, o sonho sai de cena e dá lugar à realidade de São Paulo.





















                             (clube Jerome-São Paulo)