arquitetar

"Procurar as orgânicas,os movimentos espontâneos,isto é, compreender a natureza para depois demarcar na geografia.A construção também tem que ser uma desconstrução.É necessário reflectir e inflectir.Procurar estar na essência da geometria.Resolver, encontrar o arco, ligar dois pontos, enfrentar um projeto e uma ideia, empreender uma lógica, um mundo."

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Escritório de Advocacia A J M - Cuiabá MT Arquitetura Marlem Vilela




"A esthetica de Baumgarten, de 1750, promove o advento da estética como uma nova
disciplina e a define como a ciência do conhecimento sensível, sendo que as primeiras estéticas,depois desta, permanecem marcadas por certo platonismo, com a beleza sendo tratada como manifestação sensível de uma verdade ou de uma evidência moral situada fora dela mesma. Só em Kant podemos perceber que a beleza adquire uma existência própria, deixando de ser um simples reflexo de uma essência externa."
Ensaio sobre arquitetura contemporânea Raquel Braga

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Parques Urbanos : Pulmões Verdes das Cidades


Foto: Parque da Redenção - Porto Alegre / RS
Texto: Marlem Vilela

No final do século XVIII, na Inglaterra, o parque surge como fato urbano relevante e tem seu pleno desenvolvimento no século seguinte, com ênfase maior na reformulação de Haussmann em Paris, e o Movimento dos Parques Americanos- o Park Moviment liderado por Frederick Law Olmstead e seus trabalhos em New York, Chicago e Boston. No século XIX surgiram os grandes jardins contemplativos, os parques de paisagem, os parkways, os parques de vizinhança americanos e os parques franceses formais e monumentais.
O parque, nesse período, preocupa-se com as demandas de equipamentos para recreação e lazer, a necessidade de expansão urbana, o novo ritmo de trabalho, além da necessidade de criação de espaços amenizadores da estrutura urbana, bastante adensadas, com funções de " pulmões verdes", saneadoras, representando oásis de ar puro, de contemplação, estimulando a imaginação. Os modelos paisagísticos dos parques ingleses do século XVIII transformaram-se em fontes de inspiração para o parque urbano deste período.
A pesquisa sobre o desenvolvimento dos parques urbanos europeus e americanos esclarece como as várias concepções de parque foram se modificando de acordo com a época, influenciados tanto por características sócio- econômicas quanto culturais das populações e em parte pela localização nos vários territórios. Percebe-se que os projetos dos países desenvolvidos acabam por influenciar as idéias dos paisagistas nos países em desenvolvimento e que não existe um projeto ideal de parque que possa atender a todos os usuários e mantenedores nos diferentes países ou em diferentes cidades.
Pesquisas recentes em parques de cidades européias e americanas tratam de aspectos do comportamento e percepção. aspectos sócio- culturais e do planejamento de espaços além de enfocar a participação dos usuários no planejamento e na gestão dos parques.
Pode-se afirmar que como os projetos paisagísticos de parque variam, igualmente, as funções e os usos serão variados, pelo fato de que os projetos são pensados como resposta a funções específicas e que devem refletir o modo de vida da população.

domingo, 25 de abril de 2010

Flowing Shape Design




Texto: Marlem vilela

É de notar que hoje não compramos um objecto pela sua funcionalidade, mas sim pela filosofia de vida que lhe está associada.
A questão mais pertinente do ensaio de Hal Foster(Design and Crime), é a urgência da crítica. Como designers, devemos manter a necessidade de nos pormos em causa, redefinirmos conceitos, e sermos capazes de destruir para erguer ideias mais fortes e complexas.No entanto, não devemos esquecer que o design, tal como a arquitectura, para além de construírem um habitat tem como obrigação oferecerem mensagens, conceitos e mundos que possam sustentar a sociedade em que se inserem.

Luz na Arquitetura


Texto/Foto: Marlem vilela

A arquitetura tira proveito do estímulo sensorial proporcionado pela luz para compor espaços. A luz é usada na arquitetura para atrair a atenção, criar limites, volumes, colorir espaços, simular movimentos. Os espaços elaborados com soluções que privilegiam a luz natural tendem a proporcionar ambientes mais agradáveis e confortáveis e os, com soluções artificiais, em geral, resultam em espaços interativos e dinâmicos. Atualmente, a tendência mundial para o uso da luz na arquitetura, é de forma dramática e com grande apelo cênico, através do uso de cores e luz com movimento.
Percebemos a luz de duas formas: diretamente projetada da fonte para os olhos ou refletida em uma superfície.
Para a arquitetura a luz é importante desde do inicio da civilização onde temos exemplos clássicos na arquitetura grega definido pelo ritmo de suas colunas, no Panteão, templo romano encimado por uma cúpula, a iluminação provém de uma abertura circular no alto da construção, reflete nas paredes laterais e ganha uma qualidade difusa.
O Gótico, nas catedrais, as paredes não são estruturais e o vão é convertido em elemento translúcido e colorido, tornando-se agente transformador da luz. A iluminação colorida desaparece na Renascença, que valoriza a luz branca, indireta. No Barroco, a luminosidade se torna o ponto central do projeto e tudo é idealizado em função da luz.
Todos os modos e estilos de expressar o espaço através
da luz, seja definindo o limite entre o interior e
o exterior, revelando estruturas, definindo áreas ou
induzindo movimento, criam ricas experiências visuais
e revelam formas que não seriam percebidas
com a ausência da luz.